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Tontura
Tontura é um termo empregado freqüentemente para expressar
perturbações do equilíbrio corporal.
O equilíbrio corporal é mantido pelo sistema vestibular
(constituído pelo labirinto, VIII nervo craniano e parte
do sistema nervoso central), o sistema somatossensorial (composto
por um conjunto de receptores que informam o sistema nervoso central
sobre a posição do corpo) e a visão.
Há dois tipos fundamentais de tontura: a tontura não
rotatória e a tontura rotatória (vertigem).
A tontura não rotatória pode ser caracterizada por
diversas sensações como instabilidade, flutuação,
atordoamento, impressão de queda, desequilíbrio ao
andar e desvios ao caminhar.
A vertigem é o tipo mais comum de tontura, caracterizando-se
pela sensação de rotação: o paciente
sente que o ambiente roda à sua volta ou que está
girando no meio ambiente. A vertigem pode ocorrer ou agravar-se
em certas posições corporais ou às mudanças
da posição da cabeça.
Os distúrbios do labirinto, conhecidos como "labirintites",
são a fonte mais comum de tonturas aguda e crônica,
mas também podem ser de causa puramente psicológica,
neurológica ou visual.
A tontura aguda geralmente é do tipo giratório (crise
vertiginosa), intensa e acompanhada de sintomas como náuseas,
vômitos, sudorese, palidez, taquicardia, sensação
de desmaio e prostração. Pode durar minutos, horas
ou dias e ocorrer mais de uma vez em um mesmo paciente, com intervalos
de tempo variáveis.
Pacientes com tonturas costumam apresentar, em maior ou menor grau,
insegurança, ansiedade, depressão, medo, perda de
memória, dificuldade de concentração mental,
fadiga física e mental, que afetam de modo considerável
a sua qualidade de vida.
Devido às relações entre o sistema vestibular
e o sistema auditivo, o paciente com tonturas pode apresentar sintomas
como diminuição da audição em um dos
ouvidos ou em ambos, dificuldade para entender a conversação,
zumbido no ouvido ou na cabeça, sensação de
pressão no ouvido e hipersensibilidade a sons.
As combinações dos sintomas caracterizam diferentes
quadros clínicos de comprometimento do labirinto. A ocorrência
dos sintomas têm características peculiares em algumas
das doenças labirínticas mais comuns. Em função
da doença que apresente, o paciente tanto pode relatar crises
de vertigem com perda auditiva, zumbido e sensação
de pressão no ouvido como também queixas típicas
de tontura de tipo rotatório à mudança de posição
da cabeça, ao deitar-se, virar-se na cama, levantar-se e
olhar para cima.
Quando há suspeita de um distúrbio do labirinto,
o diagnóstico é baseado na história clínica
e no exame otoneurológico, que analisa as funções
auditiva e do sistema vestibular, por meio de diversos procedimentos.
Os testes a serem efetuados dependem das características
de cada caso.
O tratamento depende do diagnóstico e da identificação
da causa específica do distúrbio labiríntico.
No entanto, o tratamento exclusivamente da causa pode ser insuficiente
para a obtenção de resultados favoráveis. A
utilização conjunta de outros recursos terapêuticos
pode ser indispensável. Entre estes recursos, incluem-se
os medicamentos que podem atenuar os sintomas e facilitar a compensação
do distúrbio labiríntico, os exercícios de
reabilitação do equilíbrio corporal e uma orientação
nutricional para evitar erros alimentares ou hábitos que
podem ser importantes fatores agravantes.
O tratamento visa eliminar ou atenuar as tonturas e sintomas associados.
Com o tratamento adequado, um número relevante de pacientes
tem obtido melhora expressiva ou cura de seus distúrbios
labirínticos.
Se você tem algum tipo de tontura, os cuidados médicos
são essenciais para a orientação diagnóstica
e terapêutica personalizada para o seu caso. Nunca tome medicamentos
por conta própria.
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